quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ah, é verdade: na corrida à Câmara também está o PPM!

Quem diria!
Pelas contas deles eram 5, agora são 6.
Pelas nossas contas, se eram 6, agora são 7.
Contamos evidentemente com o concorrente que eles desprezam, mas que nós incluímos: a Abstenção, um número não negligenciável!
Pois é verdade, há também que contar com o PPM.

Mas, com o PPM para quê? – objectar-nos-ão.
Ora essa, para a «agricultura, para a pesca, para a indústria e para as acessibilidades».
É pouco? Pois será, mas, por enquanto é o que se pode arranjar!

É o próprio, que “tá” convicto que pode «ganhar a Câmara» quem o proclama!
E, vai mais longe o monárquico presidente em potência.
Diz ele, para quem o quiser ler em recente entrevista a um conhecido jornal local, famoso pela blindagem que dispensa a quem o subsidia, que podemos «inovar».
Inovar em quê?
Ai isso não sabemos. Mas talvez, apertando-o, ele confesse.

Chama-se António Trancoso, parece ser excelente pessoa, educada, podia antes dedicar-se à pesca e à caça, não parece talhado para sustentar falcões, galgos muito menos, talvez algum perdigueiro manso ou algum furão atrevido, dá mostras de ter lido umas seis dezenas de livros latinos, uns de história, outros de devoção, é capaz de ter folheado mais os profanos que os devotos, contanto que sejam de honestíssimo entretenimento, parece não gostar de murmurar, nem consentir que diante dele se murmure, não está vocacionado para esquadrinhar vidas alheias, nem para ser lince dos feitos dos outros, podia ouvir missa todos os dias, repartir os seus bens com os pobres, sem fazer alarde das boas obras, para não dar entrada no seu coração à hipocrisia e vanglória, inimigos que brandamente se apoderam do coração mais recatado, como acontece a alguns indigitados candidatos de algumas paróquias já aqui referidas, procurando fazer as pazes entre os que estão desavindos, ser devoto da Virgem e confiar sempre na misericórdia
de Deus Nosso Senhor.
Fique pois, na Paz!

Experiência política (onde é que já ouvimos outro a dizer o mesmo?) é que não lhe falta.
E qual foi a sublime experiência porque passou o bom do Trancoso?
Registem, para memória futura:
«Há quatro anos» – recorda-nos naquela entrevista, não censurada, no tal jornal local – candidatou-se «numa lista à Câmara de Barcelos pelo PPM, em segundo lugar».
Pois quem passou por tão dura prova, qual Adamastor do Cávado, como não se aventurar ao Mar de Matosinhos?

Este é retracto inacabado do homem que “acha que o futuro de Matosinhos passa por um regresso ao passado, à agricultura e à pesca” – cita-se pela última vez aquela desastrada entrevista.
Se Deus nos der vida e saúde, ainda havemos de avaliá-lo melhor, já que tão cedo não nos apetece largá-lo!

5 comentários:

JOSÉ MODESTO disse...

Por vezes as grandes distâncias podem-se tornar curtas…
Basta reivindicar.


TRÂNSITO:
Será que os nossos candidatos no seu programa de campanha eleitoral vão incluir projectos
para a captação de novos meios de transporte e tornar as nossas freguesias mais funcionais a nível de transportes?

Aceitam-se os comentários.

Saudações Marítimas
José Modesto

JOSÉ MODESTO disse...

Caros Amigos da blogosfera, lancei pelo menos quatro desafios que me parecem importantes no nosso futuro
o futuro de Matosinhos as suas Freguesias, a suas Gentes, confesso que a reacção aos reptos por mim lançados, as respostas foram quase nulas.
Os desafios foram:
TRÂNSITO
CULTURA
TRABALHO
ENSINO
No entanto fico deverás pasmado, já que depois dos nossos bloggers publicarem os referidos desafios, os comentários
aos mesmos foram quase nenhuns!!! no entanto noto que a intriga e o mal dizer continua…Matosinhos a minha terra é diferente em tudo.

Haveria mais desafios a fazer, vou aguardar, entendo que existe uma falta de cultura e de vazio que é urgente
colmatar, da minha parte continuarei a fazer o que sempre fiz: dar o meu modesto contributo para que a nossa terra fique melhor.
Espero ansiosamente pelas eleições, aí veremos o que os nossos candidatos, bem como a equipa vão fazer em prol desta terra plantada á beira mar.

Saudações Marítimas
José Modesto

Américo de Castro Freitas disse...

Amigo Modesto. No seu texto está a resposta ao seu apelo. São nulidades em todo o lado e o vazio é a melhor ideia.
A intigra e o mal dizer atrai sempre mais "moscas". Se alguém avança com ideias sérias ou tem uma desinteressada e genuina vontade de participação cívica, todos julgam que nos conhecem e cristalizam juízos de valor.
Além disso, ninguém é profeta na sua terra, como já provou Jesus Cristo há mais de 2 mil anos.
Já que pede, dou-lhe uma ajuda:
Transito - estamos pior que o Porto
Cultura - Apesar de tudo é razoável. Recordemos também a Horta á Porta.
Trabalho - a emigração é o melhor caminho
Ensino - está de férias.

Cumprimentos e continuação de boas férias.

Américo de Castro Freitas disse...

Não se deve bater nos pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus (e não sou eu que o digo):)).

narcisao disse...

José Modesto tà em todas apenas queria a vida deste senhor a ver os barcos a passar ..
é produtivo ???