segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Compromissos são compromissos!

Os 'Morangos com Açúcar' são, seguramente, um dos mais exemplares casos de tele-lixo com que se corrompe a juventude portuguesa. Aí ensina-se a má-criação de filhos com os pais, a indisciplina dos alunos nas escolas e todo um manual de regras de dissolvência da família, da escola e da própria amizade e sã camaradagem.


Parece que agora a TVI teve, porém, o bom senso de cortar uma cena de beijinhos gay, que a rapaziada activista lá do sítio queria explorar e, com sorte, daqui a uns tempos ver integrada nos currículos escolares, à semelhança do que, incompreensivelmente, já vai sucedendo com a dita série.

Cenas como a que este cartoon revela, não sabemos se por lá se passam.

Mas, aqui fica, em jeito de adivinhação uma hipótese razoavelmente forte.

E é até pedagógica: alerta-nos para o dever de respeitarmos compromissos assumidos…

Costinha, Director Desportivo? Mas de quê, afinal?

Este infeliz, aí em cima numa fotografia que ilustrava uma notícia, há uns dias, para mostrar serviço a quem lhe paga, achou normal afirmar publicamente o seu sportinguismo, proclamando-se como antibenfiquista ... e continuar a chamar-se director desportivo.

Nem a circunstância de ser adepto dum grande clube que este “ministro “já serviu – e bem – me impede de lhe dar esta “canelada” ainda por cima sendo - segundo a legenda da fotografia - um “ministro” com mão de ferro, senhor de 50 fatos e um Lamborghini amarelo... mas que, pelos vistos, ainda não encontrou uma loja em que se venda recheio decente... nem para os fatos, nem para o carro e, muito menos para a cabeça.
Que Deus lhe perdoe….

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cristiano Ronaldo: Ascenção e apogeu. Para quando a queda?

Aqui, no Mar de Matosinhos, não costumamos fazer futurologia.


Mas, a nossa avançada idade, conduz-nos a “ler”, no passado, hipóteses futuras.

Já vimos o fim triste de talentos futebolísticos do quilate do madeirense Cristiano Ronaldo, só que bem mais úteis à selecção que representavam.

Cristiano Ronaldo é – para alguns mentecaptos - um menino de ouro!

Para além de valer já bem mais do que o seu peso, no dito, adora (e faz muito bem!) cobrir a mãe de presentes. Compra-lhe roupas de altíssimo gabarito, oferece-lhe automóveis de centenas de milhares de Euros, instala-a em (sucessivas) casas milionárias, da Madeira ao Algarve...

Quiçá, farta de usar roupa desportiva que lhe fica mal, cansada de tanto carrão que mal consegue conduzir, esfalfada de tanto tentar usar as casas todas ao mesmo tempo... Dona Dolores Aveiro terá desabafado que o que mais gostaria era que ele lhe “desse” era um netinho – isto a ser verdade o que por aí corre e que ninguém se dá ao trabalho de desmentir, nomeadamente em relação ao facto de Ronaldo ter recorrido a uma “barriga de aluguer” e aos números envolvidos no negócio.

E se bem Dona Dolores o disse, melhor o seu menino de ouro o fez: foi “comprar” um filho... e deu-o à mãe, para ela se entreter.

O alegado talento do jogador deveria, urgentemente, ser acompanhado por algumas pessoas com dois dedos de testa... sob pena de o vermos acabar como tantos outros antes dele, cheios de talento (Garrincha, Vítor Batista, etc., etc., etc... mesmo o Maradona).
Daqui a uns anos falaremos!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O Tacho a quem o merece!

O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é o novo presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches.

Até que enfim!
Estava a ver que nunca mais acertavam com um tacho, perdão, com um cargo, à medida do talento de Mário Lino!
Então os gajos não tinham ainda reparado que o senhor engenheiro civil é um verdadeiro especialista em fiscalidade? Uma sumidade, com obra publicada, reconhecido em todo o mundo e até em vários restaurantes... e “extensivamente” capaz para este cargo?
Fosse o senhor engenheiro civil Lino, licenciado no Instituto Superior Técnico, engenheiro civil, mas licenciado na Universidade Independente com a especialidade de “inglês técnico” de domingo... e seria capaz de tudo!
Assim... é apenas capaz de quase tudo.

domingo, 13 de junho de 2010

Entendem estes gajos? Então expliquem-nos por favor!

Segundo “A Bola”, Almeida Santos diz que «relatório da Comissão de Inquérito é político».


Segundo a Renascença, «o primeiro ministro sabia quando disse que não sabia».

Segundo a “RTP”, «Sócrates “conhecia” a intenção da PT em comprar a TVI».

Segundo o “JN”, João Semedo diz que «não foi possível provar que o primeiro ministro mentiu»...

Segundo o “SOL”, o «relatório conclui que Sócrates mentiu ao Parlamento»… o que leva o mesmo Sócrates - segundo a Renascença, a criticar duramente o relatório, garantindo que «a única conclusão que se pode tirar é que disse exactamente a verdade no parlamento».

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Pedir às vítimas para ajudar os carrascos..."

Quem se coloca a si próprio na pouco invejável situação de ouvir, mesmo que com bastantes “intervalos”, os discursos cometidos em cerimónias como esta do 10 de Junho, não pode depois queixar-se. São rigorosamente aquilo que se espera. Discursos soporíferos, redondos, pretensiosos, “patrioteiros”, manhosos.

Do sociólogo Barreto, o tal que diz orgulhar-se acima de tudo de ter contribuído para a destruição da Reforma Agrária, direi simplesmente que não foi com o discurso de ontem que arranjou novo motivo de orgulho. Aquilo foi uma coisa penosa! Para explicar uma coisa simples, mas que ele deve ter muito mal resolvida no cérebro já um pouco despenteado, a ideia de que os soldados que cumpriram o seu serviço militar na guerra colonial não ficaram por isso equiparados aos colonialistas nem aos “pides”, nem ao regime que os enviou para a guerra, não sendo portanto legítimo (salvo excepções) que sejam olhados de lado... para explicar esta coisa tão simples, como dizia, andou para ali às voltas, repetindo as mesmas frases vezes sem conta, enrodilhado em justificações e comparações inúteis.
Poderia, sei lá... ter-se lembrado de que os “velhos militares de Abril” foram todos (ou quase todos) “velhos combatentes” na Guerra Colonial...

Quanto à estrela da companhia, Aníbal Cavaco Silva, mesmo sem talento para ler em voz alta nem um menu de restaurante, nem lhe sendo conhecidos grandes rasgos de coragem, mesmo retórica, era de esperar que o seu apurado oportunismo o impelisse a abrir oficialmente, ali, a sua campanha eleitoral.
Enquanto a coisa se ficasse pela “patrioteirada” inconsequente, genérica e apologética dos oitocentos anos de História, do dar mundos ao mundo, do levar a Europa a todo o globo, etc., ou então, num registo mais imediatista, defender a «equidade nos sacrifícios» e a «transparente explicação dos mesmos»... ainda se suportaria, mesmo que cabeceando; mas quando se passa para o tal discurso manhoso em que, a pretexto de uma alegada unidade nacional para vencer a crise tenta vender-se a ideia de que as (tantas vezes) profundas diferenças na luta política, não passam afinal de «querelas partidárias», ou de «quezílias ideológicas», de que é possível e aceitável promover a união de trabalhadores e patrões («pedir às vítimas para ajudar os carrascos», como horas mais tarde diria certeiramente Jerónimo de Sousa), aí o caso muda de figura.
Primeiro, pelo perigo que representa o enorme número de portugueses que, na falta de melhor conhecimento, ainda acha que assim é que devia ser... “deviam era juntar-se todos!”...
Segundo, porque este tipo de discurso, profundamente ideológico, ao contrário do que quer parecer, um discurso em que se quer substituir uma sociedade dinâmica, pensante, dialogante, comprometida, por uma espécie de “lamaçal” em que todos estariam com todos... é o paraíso dos oportunistas, aproveitadores e, no limite, dos “homens providenciais”, aqueles que põe “ordem nas coisas”.
Felizmente, mesmo quando parece que não há outros caminhos... há! E há gente para os fazer, caminhando!

domingo, 30 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem pão nem circo

Lemos há dias que, no intuito de conservarem a privacidade do grupo (?), os responsáveis da unidade hoteleira que alberga a Selecção, ameaçaram os funcionários de que se fizessem chegar “cá fora” fosse o que fosse do que se passasse com os jogadores “lá dentro”, seriam presenteados com despedimentos imediatos.

Carlos Queiroz não pode obrigar os “adeptos” a gostar destas exibições indigentes, nem sob ameaça de despedimentos, nem de corte de salários, nem de roubo do subsídio de férias, nem de cortes nas pensões, nem de aumentos de impostos – e sabe Deus com que pena!
Mas, para isso já vem tarde: José Sócrates antecipou-se e fez tudo isso.
E deve estar bem danado perante a possibilidade de, tendo já tirado o pão a tantos milhares de portugueses, ver-se agora na contingência de não ter “circo” para lhes dar…

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Furtar" dizem eles!...


Este cavalheiro, simplesmente, roubou.
E repare-se na habilidade com que mexe os "garfos", a deixar a léguas de distância qualquer profissional ...
Não importa agora vir agora falar em irreflexão.
Claro que roubar seja o que for é sempre "um acto irreflectido". Quando se é apanhado apanhado, evidentemente...e não se pertence à alta...
Mas, porque será que este "acto irreflectido" é apelidado de "furto"?
Porque não se chamam os nomes aos bois?
Roubo é que é! Roubou, meus senhores! E esta é que é a questão! Ou o crime.

O Aleixo é que os topava:

"A rica tem nome fino,
a pobre tem nome grosso;
a rica teve um menino,
a pobre pariu um moço"

domingo, 2 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

"Vejam bem que não há só gaivotas em terra..."


Estaria o Portas desempregado quando entrou no negócio dos submarinos?

sábado, 24 de abril de 2010

Jurisprudência à nossa moda!

Ficou provado em tribunal, que o corruptor Névoa, da Bragaparques, quis mesmo corromper José Sá Fernandes, lá pela capital; e que este, mai-lo seu irmão advogado, decidiu denunciá-lo.

Só que o tribunal decidiu absolvê-lo, porque – conclusão inédita – o dito corruptor apenas tentou que o vereador mudasse publicamente um sentido de voto.
Como a decisão final que o corruptor estava a tentar comprar não estava directamente nas mãos do vereador, essa tentativa de corrupção, segundo o raciocínio e julgamento aberrantes do juiz... não é crime!
Domingos Névoa recorreu da primeira condenação (multa de 5.000 euros) e ganhou! Nem a multa vai pagar! Portanto, a fazer fé neste tipo de jurisprudência, passa a ser normal que empresários e promotores disto e daquilo, tentem comprar - ou comprem mesmo - os votos de deputados suficientes para fazer aprovar esta ou aquela lei que melhor lhes convenha... já que os consequentes actos administrativos, não serão da sua responsabilidade.
Fantástico!
E agora? Como é que se convence um cidadão normal, ou um funcionário de uma repartição pública qualquer, a denunciar uma tentativa de corrupção?
Sabendo que vai ser publicamente enxovalhado, gozado com observações do género “devia era ter-se calado e embolsado a massa!”, “grande parvalhão!”, “havia de ser comigo!...a mim é que ninguém oferece nada!” e, no fim de tudo ficará a ver o traste que tentou enfiar-lhe o dinheiro nas mãos a rir, livre como um passarinho.
Com “sorte”, ainda terá de pagar-lhe uma indemnização, como aconteceu ao advogado Sá Fernandes!...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Arquive-se por falta de provas!

O objectivo era claro: arquivo por falta de provas!

Vários CDs contendo escutas de conversas gravadas no âmbito do processo “face oculta”, só porque, pelos vistos, incluiam algumas baboseiras e uma ou outra ordinarice, proferidas pelo primeiro- ministro, talvez do tipo daquela «mansa é a tua tia pá», foram declaradas nulas e ordenada a sua destruição, independentemente do que mais por lá se ouvisse, pudesse ou não esclarecer alguns dos crimes em investigação.
Apesar dos protestos de advogados dos arguidos que, com razão, defendiam que a destruição de provas prejudicaria a defesa dos seus clientes; apesar da opinião contrária de vários juristas; apesar de, como se sabe, a oposição, até do Ministério Público, o “Supremo Juiz” do Supremo Tribunal, Noronha do Nascimento fez voz grossa (voz grossa, imagine-se...) e avançou mesmo com a destruição das provas, perdão, das gravações.
E lá está: começa a crescer o rumor de que com a destruição destas provas todas as investigações e o próprio processo podem ter sido postos em causa, irremediavelmente comprometidos, podendo seguir-se a anulação e arquivamento.
Assim vai a Justiça entre nós!...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Olha a polícia!...

Há casos assim.

A coisa bem podia passar despercebida. Bastava que a “informação” corresse apenas internamente. Bem sei que há sempre fugas de informação. Mas fugas destas, a ocorrerem, beneficiariam exactamente a outra parte: aquela que está sempre a perder…mesmo antes de entrar em campo.
E fugas destas não acontecem todos os dias!…
Ficamos a saber pelas vias do costume, que «a Direcção Nacional da PSP estabeleceu números mínimos de multas, detenções, viaturas a bloquear e a rebocar, operações Stop, entre outras actividades, que devem ser atingidos pelos comandos de todo o País». A dita Direcção Nacional acha que é a uma maneira aceitável de aferir a eficácia operacional dos diversos serviços. Como seria de esperar, os polícias, que são os que vão estar na rua enfrentando a desconfiança dos cidadãos sobre se estão ou não a esforçar-se por preencher os mínimos, estão contra.
É uma directiva tão aparvalhada que nem vale a pena fazerem-se grandes comentários. Nem rirmo-nos, nem escandalizarmo-nos exageradamente, nem gozar com os senhores que devem ser todos, pelo menos, Generais.
Apenas me ocorre, em legítima defesa, andar menos de automóvel sempre que se aproximar o fim do mês e os polícias estiverem sob pressão para encher as “folhas de obra”.
Imagine-se que quem mando no Instituto de Medicina Legal decreta uma medida igual a esta!
Onde é que os pobres funcionários das morgues iriam buscar “material” nos meses em que a coisa esteja mais parada? O que é que seriam obrigados a fazer?

sábado, 10 de abril de 2010

“A união faz a farsa!”

Já a procissão saiu do adro.

O cheiro a fim de ciclo que exala o pré-cadáver político de Sócrates, atrai como um íman as tropas do PPD-PSD. Como notaram alguns comentadores, há já quem esteja a transformar e moldar a sua vida profissional, de maneira a poder começar a estar muito mais “próximo” do partido – um pouco como quando foi a inócua candidatura de Narciso…
O cheiro a poder que anda no ar, possibilitou a Passos Coelho fazer o "milagre" de transformar ódios velhos em súbitas disponibilidades para a convergência e unidade. Sabendo-se que as práticas e as políticas que defendem enquanto grande partido do “centrão”, são decalques das políticas e práticas dos outros sociais-democratas agora no poder, terão muito trabalho pela frente. Primeiro, o mais fácil, garantir aos senhores, detentores do grande capital, que tudo ficará na mesma e a seu gosto; segundo, o mais difícil, fazer os eleitores acreditar que são efectivamente diferentes.
Enquanto lhe cheirar a poder e enquanto acreditar que Passos Coelho a poderá levar lá, a tropa do PPD-PSD avançará, como que em procissão, encenando discursos alternantes, encenando profundas diferenças com o PS, encenando patriotismo, encenando valores éticos, encenando até a unidade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rui Rio, popular e "democrata"!


As empresas municipais são um “recurso” inventado para, em condições normais, facilitar a vida aos municípios. Por exemplo, uma autarquia pode canalizar para uma Empresa Municipal o trabalho cultural do seu Concelho, transferir para lá, alguns trabalhadores da autarquia, dotar a empresa de um orçamento anual próprio. Depois, em teoria, é um descanso. A empresa pode fazer contratos com produtores e criadores de cultura com muito maior agilidade, pode comprar materiais necessários à sua actividade, sem estar sujeita ao “inferno” das requisições, ao crivo e escrutínio das aprovações na Assembleia Municipal, aos prazos de pagamento que irritam e afastam os fornecedores, etc., etc., etc.

Infelizmente, como seria de esperar da “criatividade” lusa, também servem para esquemas de corrupção com empresários artísticos, fornecedores vários, fazer chegar dinheiros públicos a “lugares” onde nunca poderiam chegar normalmente... mais todas as manigâncias imaginárias. Confesso que esta de que vos vou falar, ainda não tinha visto em lado nenhum.
Mas eu conto:
A Câmara Municipal do Porto criou, há bastante tempo, uma dessas empresas municipais viradas para a cultura, encarregada especificamente de fazer funcionar o Teatro Rivoli. Várias dezenas de trabalhadores foram colocados na dita empresa, a “Culturporto”, onde trabalharam alguns anos. Quando o presidente Rui Rio decidiu deixar cair essa fatia da cultura municipal de serviço público, para entregar o Rivoli ao empresário Filipe La Féria, extinguiu a empresa municipal (2007) e pura e simplesmente despediu os trabalhadores.
Como sempre acontece nestas estórias, alguns trabalhadores desistiram da luta e foram “à sua vida”, outros capitularam perante a oferta de indemnizações, outros, aqueles que aqui interessam, levaram a sua luta até ao fim e ganharam a causa em tribunal. O tribunal da Relação do Porto deu-lhes razão, considerou o despedimento ilícito e “condenou” a Câmara Municipal a ter que os reintegrar «sem perda de antiguidade, de direitos e regalias no seu estatuto profissional», para além de ter que lhes pagar os vencimentos que deixaram de receber.
Como, infelizmente também quase sempre, acontece nestas estórias, o presidente Rui Rio recusa-se a cumprir a ordem do tribunal, os trabalhadores foram impedidos por seguranças de entrar no seu local de trabalho, porque, segundo a luminária que dirige aquela autarquia, a ordem do tribunal é... inconstitucional. Exactamente! Diz ele que a ordem do tribunal é inconstitucional, «já que o município só pode admitir trabalhadores por concurso público».
Olha se o ministro da Finanças, na sua cegueira de se ver livre dos funcionários públicos, se inspira nesta ideia de Rui Rio, esse grande político e homem de cultura?!!!

sábado, 3 de abril de 2010

Mandaram-me isto, carago!


Se o homem é ou não corrupto, não sei. Mas, que é inteligente não duvido.
Vejam lá como ele sabe responder às questões que a Comissão de Inquérito lhe coloca.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Portas dos submarinos ao fundo!

Apesar de há tanto tempo se andar a chamar a atenção para o silêncio comprometido de PS, PSD e CDS perante a total ausência de cumprimento das contrapartidas acordadas nos vários negócios de compra de material militar (desde as fragatas, helicópteros...), apesar do facto de estar muito mal contada a estória do negócio (que diga-se em abono da justiça, já vinha do tempo de Guterres) dos submarinos "comprados" pelo hiperactivo Paulo Portas, ex-ministro da Defesa, do Mar, Baías, Enseadas, Lagoas, Charcos e outras poças mais pequenas, parece que vamos passar pela vergonha de vermos as nossas autoridades e o Governo subitamente muito interessados no assunto, apenas porque “lá fora” rebentou o escândalo, já há gente presa preventivamente, fala-se abertamente de subornos a pessoas “bem colocadas”... um grande aborrecimento!

Investigue-se então! Mas... claro que, como seria de esperar, ninguém jamais falou com quem quer que fosse, nem participou em reuniões, nem conhece os intervenientes, nem sabe exactamente o que é um submarino e, obviamente, está tudo de “consciência tranquila”.
E assim vamos.

domingo, 28 de março de 2010

Os suínos e a "nossa gripe"...

Desta vez foram os suínos os agentes intermediários.

Graças a eles os verdadeiros, outros suínos enriqueceram à nossa custa.
Segundo as próprias palavras de Francisco George, o nosso empenhado director geral da Saúde, o vírus H1N1, da famosa gripe A, a tal que, segundo os crédulos meios de comunicação social e autoridades de saúde internacionais, iria dizimar quase um terço da população mundial, «eclipsou-se».
Mas, nem tudo foi mau.
Os donos dos laboratórios e as empresas farmacêuticas, que convenceram essas autoridades e os media a espalharem o pânico em todo o mundo, “forçando” os governos a comprar milhões, muitos milhões de vacinas para além daquelas que eram efectivamente necessárias, esses fizeram fortunas gigantescas... que levarão imenso tempo a eclipsar-se.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desemprego, que é lá isso? O pessoal é que não quer trabalhar...

«Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade». Esta frase é atribuída a Joseph Goebbels, o homem da propaganda de Adolf Hitler.
A técnica tem tudo para resultar. As pessoas, na sua maioria, fixam apenas as frases de grande efeito, as parangonas dos jornais, as aberturas dos telejornais e, regra geral, dão muito maior crédito a um boato do que a um debate de ideias. Repetir uma mentira mil vezes é a forma ideal de criar o clima propício para uma quantidade de coisas que pareceriam improváveis, como "justificar" o extermínio dos judeus e a invasão de países soberanos. Ainda há bem pouco tempo assistimos a este fenómeno, com a “criação mediática” das armas de destruição massiva do Iraque.

Os nossos tristes aprendizes de Goebbels, do alto da sua extensa mediocridade, não querem exterminar judeus nem invadir nenhum país. Não. Os “socialistas” que nos governam querem apenas criar as condições que permitam justificar (entre muitas outras coisas) os cortes nos subsídios de desemprego. Segundo a sua teoria, os trabalhadores desempregados, se não receberem subsídio, ou se este for substancialmente cortado, serão forçados pela fome a procurar emprego. Só que ninguém sabe bem que empregos são esses e a "teoria" não passa de uma canalhice, servindo apenas para poupar uns euros que irão pagar as mordomias de outros... que bem conhecemos. Trata-se, como sempre têm feito, de tirar a muitos para entregar a poucos.
Como num universo de mais de 600.000 desempregados, o número que há uns dias decidiram inventar, os tais 13 mil empregos que os desempregados alegadamente rejeitavam, era demasiado ridículo, os nossos “goebbelzinhos” decidiram subir a parada e o tom da provocação feita aos trabalhadores. Agora, apenas alguns dias passados, os tais empregos que ninguém quer aumentaram como que por milagre para 58 mil.
Não adianta dizermos que o subsídio de desemprego é um direito e não um favor. Não adianta sabermos que muitos destes “empregos” que alguns “empresários” dizem que têm para dar e ninguém quer aceitar, não passam de conversa fiada e de sucedâneos da frase fascista «para quem quer trabalhar, há sempre trabalho». Não adianta denunciar o facto de uma grande parte destes supostos “empregos” não passarem de trabalho precário, ou simples burlas em que os trabalhadores serão enganados durante umas semanas e a seguir descartados, quantas vezes sem chegarem sequer a ser pagos. Não adianta apontar os milhares de portugueses que optam pela emigração, em número que já iguala o "êxodo" dos anos sessenta do século passado, como exemplo de quem quer trabalhar.
Não adianta desmascarar o facto de ao patronato interessar exactamente este clima: um mar de desempregados a quem podem oferecer “empregos” precários e mal pagos... ainda por cima com o respaldo do Governo.
De nada adianta, porque aos governantes do partido que ainda tem o descaramento de se denominar socialista, o que interessa é criar o clima que obrigue os desempregados a aceitar seja o que for, aonde for, por que preço for. Para isso basta que os “pequenos goebbels” da propaganda repitam mil vezes a mentira de que os desempregados, afinal, não querem trabalhar.
É o bastante para colocar trabalhadores ainda com emprego contra trabalhadores desempregados, numa manobra política abjecta, ainda por cima executada por uma "sindicalista" com cara de sonsa, que enverga vergonhosamente o título de Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social.

terça-feira, 23 de março de 2010

A anedota é a mesma; os protagonistas são outros.Mas bem conhecidos...


Contava-se assim a anedota nas bancadas do Dragão, na época em que o F. C. Porto arrasava fora e dentro:
“Quantos benfiquistas são precisos para mudar uma lâmpada?”
A adaptação evidente da batida piada para o nosso primeiro-ministro é:
- Quantos Sócrates são precisos para mudar uma lâmpada?
- Um. Enquanto este segura a lâmpada o mundo todo gira em volta dele...
Eu explico:
O mundo pode estar a arder, a terra a tremer, as pontes a desmorenar e os túneis a colapsar que toda e qualquer pergunta que se lhe faça sobre o assunto só tem, segundo o próprio, um objectivo:
Insultá-lo ou atacá-lo pessoalmente.
Mais ainda:
A esses modernismos, tipo Comissões Parlamentares de Inquérito, nem dirige a palavra, pois só responde no Parlamento, onde vai de 15 em 15 dias.
Sinceramente... depois de tantas provas dadas, alguém ainda esperaria outra resposta deste PM, que fosse, sei lá, menos demagógica, arrogante... e mentirosa?
E Vieira da Silva, solícito e ainda mais socrista que o cujo, segundo o DN, regouga assim:
«Não vi ninguém, com provas, acusar o PM».
Ceguinho...

sábado, 20 de março de 2010

No ar não andam só os aviões...

Nota prévia 1: Quero aqui confessar que não nutro grande simpatia por alguns dos posicionamentos dos pilotos da TAP. Mesmo tendo noção de que as qualificações e responsabilidades de um piloto de uma linha comercial são muito diversas das que são exigidas a um funcionário encarregado do transporte das bagagens, mesmo assim, quando alguém que já ganha 5.000 euros desencadeia uma guerra por uma diferença de uns poucos euros entre o que lhe é proposto e aquilo que exige, a minha solidariedade tende a “divagar”...

Nota prévia 2: Já não será esta a primeira vez que digo estar convencido de que a vinda de brasileiros aos milhares para Portugal, foi uma coisa boa. Porque são gente de bem, que faz o que pode pela sua vida, dos filhos, da família que lá deixou; porque alegram os nossos ouvidos com a música contagiante do seu “pórtuguêis”... etc., etc., etc.
Dito isto, claro que há excepções, tanto nas greves dos pilotos, como nos brasileiros que nos tocam. Em relação a estes últimos, desenvolvi uma alergia muito especial a um certo tipo de igrejas "tipo Universal", de que o bispo Edir Macedo é o símbolo máximo, aos gangs de traficantes que se mudaram de armas (literalmente) e bagagens para a Costa de Caparica (e não só) e do paspalho que preside aos destinos da TAP, um tal Fernando Pinto. É evidente que não sou alérgico a todos estes espécimes por serem brasileiros, mas sim por serem o que são: os primeiros, simples ninhos de vigaristas; os segundos, vulgares assassinos e o último, um aldrabão sobreavaliado, principescamente pago e, principalmente, um fascistóide... o que fecha o círculo do que escrevi até aqui, para nos deixar na TAP.
Há dias, perante a ameaça de mais uma greve na companhia aérea, Fernando Pinto, talvez porque a sua missão ali já se limite a criar as condições de caos social e laboral que “justifiquem” a rápida privatização da empresa, lançou gasolina na fogueira da luta laboral, com uma provocação em tom arruaceiro e ultra-reaccionário, dizendo que as greves eram uma coisa do século passado... isto entre outras baboseiras.
Agora, aparece uma convocatória por mail anónimo, mobilizando os trabalhadores da TAP para se manifestarem contra os pilotos e a elite, acusando-os de tudo e mais alguma coisa, apelando ao pior de um certo tipo de trabalhadores, aqueles que se alimentam de inveja, despeito, ignorância, ódio pelos sindicatos, desprezo pela política. Fá-lo num texto em que parece estar a defender interesses legítimos de alguns trabalhadores, mas a linguagem fascistóide perita em provocações divisionistas, denuncia fatalmente a possível origem do documento.
Não vou ao ponto de dizer que é um texto saído do ministério da tutela, ou das mãos de um qualquer rafeiro da administração... mas ficar a pensar nisso, fico.
E você?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Laranjas com rolha. Onde já se viu isso?


Uma nota prévia apenas para dizer que apesar de entender as razões pessoais que levam Santana Lopes a propor, defender e fazer aprovar em Congresso uma “lei da rolha” que proíbe os militantes social-democratas de discordarem publicamente do partido e atacarem o líder, dois meses antes de actos eleitorais, sob pena que pode ir até à expulsão e da espessa estupidez e vasto preconceito político que levaram uma jornalista a dizer-lhe «mas nem o PCP tem isso escrito»... apesar de tudo isso, como dizia, pago para ver aquele saco de gatos, durante dois meses antes de eleições, com todos eles lá dentro, unidos, cordiais e cheios de mútua lealdade.

Agora sobre o Congresso propriamente dito, pondo de parte os Jardins e outros cromos que mesmo querendo, não conseguem passar de arruaceiros ou números de revista, adorei ver todos os “mais ou menos notáveis” a fazer de conta que gostam imenso uns dos outros, encenando aquela espécie de “valsa palaciana”, quando todos sabemos que a dança que lhes vai bem é a “quadrilha”... o que nos leva até este vídeo, com uma ilustração de um pequeno poema de Carlos Drummond de Andrade e que termina com uma curta animação musical a cargo do Chico Buarque... muito a propósito.

Quadrilha” – C. Drummond de Andrade e Chico Buarque

(Carlos Drummond de Andrade/Chico Buarque)

sábado, 13 de março de 2010

E aquela do «Money for the boys» do ministro dos Santos?

Antes de mais quero esclarecer que considero os autarcas, de entre todos os políticos no “activo”, aqueles que são humanamente mais interessantes. A partir do número dois ou três das listas, quase só se vêem pessoas a quem o que falta, por vezes, em preparação política teórica, sobra em boa vontade, em desejo sincero de trabalhar pelas suas terras e pelos seus conterrâneos. É um fenómeno que movimenta milhares de portugueses por todo o país, uma realidade que tem feito milagres pelo espírito de participação democrática dos cidadãos. Mesmo entre os cabeças de lista, Presidentes de Municípios ou de Juntas de Freguesia, apesar de praticamente só serem notícia as “maçãs podres”, a verdade é que a esmagadora maioria é gente boa.

Tentar repor algum do financiamento que tinha sido sub-repticiamente retirado ao poder local, aumentando as verbas para pagamentos aos autarcas das Juntas é de toda a justiça, para além de ser uma ninharia, por comparação com os desperdícios, gastos sumptuários (e outros ainda mais injustificáveis) feitos pelo Governo...
Neste contexto, a classificação desta verba como «money for the boys», zurrada em pleno Parlamento por este ministro das finanças, que de quando em vez, gosta de se armar em arruaceiro, é profundamente ofensiva para os autarcas e para o poder autárquico democrático.
É um insulto gratuito, feito a mulheres e homens eleitos pelos seus pares, por um tecnocrata que - pelo menos para ministro - não foi eleito por ninguém.
Quando assisti ao triste episódio, mesmo assim ainda pensei que é uma coisa boa (e uma grande sorte para alguns) o bom feitio dos portugueses em geral e dos deputados em particular, no meio dos quais até se encontram alguns autarcas.
Noutros parlamentos que todos temos visto mais do que uma vez, esta cena teria provocado uma “remodelação”... não direi do Governo, mas pelo menos, da cara do Ministro.

terça-feira, 9 de março de 2010

E desta coisa do PEC, você percebe alguma coisa?

Aí temos o PEC - famoso Programa de Estabilidade e Crescimento, versão socretina.
Confesso que não ouvi nada do que Sócrates tinha para dizer ao País, porque, para o mal e para o bem, deixei definitivamente de acreditar numa palavra que seja dita por ele, mesmo arriscando que o homem um dia destes se descuide… e diga uma verdade. Felizmente, não faltam pessoas habilitadas para dissecar todas as medidas que fazem parte do projecto.
Para mim, que entendo tanto de finanças como consta que Cristo entendia, aquilo parece-me mais um saco de aldrabices, cheio de reais aumentos de sacrifícios para os portugueses, sobretudo, para aqueles que vivem dos seus salários ou reformas, a somar aos sacrifícios que já faziam. Parece-me a capitulação de um governo alinhado com os interesses do grande capital e de cócoras perante as exigências dos países europeus mais poderosos.
Os do costume safam-se como é costume. Enquanto os grandes grupos económicos, ancorados na banca, que em alguns casos usam a seu bel-prazer, têm milhões e milhões de lucros, lucros esses que nunca deixaram de ter mesmo no pico da crise, as micro, pequenas e médias empresas, que garantem a esmagadora maioria dos postos de trabalho e do que ainda por cá se produz, são sufocadas pela concorrência desleal e implacável desses gigantes económicos e pelo garrote imposto por essa banca. Enquanto se destrói o tecido produtivo nacional, grandes “empresários” fazem milhões na venda a retalho de produtos importados.
Como disse, nada sei de finanças. Daí não conseguir entender porque raio é que 2013 é uma data sagrada para se conseguir essa ficção dos 3% de défice. Primeiro e porque esmagar os trabalhadores não vai ser suficiente, só chegarão a esse número "mágico" neste tão curto espaço de tempo, “martelando” as contas, escondendo despesas, cortando investimento público necessário, inventando receitas extraordinárias até já não sobrar nada para privatizar e vender aos amigos, alguns dos quais pedirão à banca pública o dinheiro que precisarem para comprar bens e empresas que ainda estão nas mãos do Estado... como já tem acontecido.
Não sabendo nada de finanças, acabei por me fixar num pormenor que não dará ao Ministro Teixeira dos Santos o Nobel da Economia, mas, quem sabe... o da Física, ou mesmo o da Pouca Vergonha na Cara. É que, mesmo sabendo nós que o facto de a água aumentar de volume quando é congelada é uma excepção, o nosso ministro consegue ainda assim duas proezas de monta que nunca tinham sido vistas, pelo menos feitas com dinheiro:
1. Congela os salários dos trabalhadores da Função Pública... e estes ficam mais pequenos.
2. Embora afirmando que até 2013 as possíveis actualizações dos salários serão feitas abaixo dos valores da inflação, mesmo assim chama a isso “aumentos salariais”.
Como digo, isto deve ser “material” para Nobel... mas de quê?...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tenham coragem! Sejam justos! Respeitem o trabalho dos verdadeiros profissionais!

Um tri-campeão que nunca conseguiu menos que os oitavos de final da Champions e que vê a sua equipa, todos os anos, amputada das pedras mais valiosas, merecia um pouco mais de respeito.
Não digo dos adeptos dos outros clubes - após 3 anos de olímpico deserto, têm todas as razões para o quererem ver ao longe.
Mas, francamente, não deixa de ser triste ver tanto portista cair na tentação populista ou, pior, na desmemória de Del Neris, Octávios, Couceiros, Fenrnandez e CoDriaanses (eu sei, é triste mas o Mourinho não volta). Gostam de boas conferências de imprensa? Consolem-se com o Quique no youtube...)

Muito bem. Demos de barato que o Benfica está melhor - esqueçamos até que está fora da Taça de Portugal, que beneficia da contenção de esforço de quem se pôde passear pela Liga Europa, esqueçamos ainda que tem contado com inefável apoio de Ricardo Costa na fragilização cirúrgica de Porto e Braga - o castigo de Vandinho é uma pulhice sem nome).
Mas, ponderemos!
Este ano o Benfica investiu 33,2 milhões de euros enquanto que o Porto teve franco saldo positivo às custas - pagas, claro, por Jesualdo - das saídas de Cissoko, Lisandro e Lucho. Perante isto, caros portistas, tenham juizinho e façam o favor de não sonegar, do alto da vossa ingratidão, o mérito a quem já tanto vos deu. Da minha parte, aconteça o que acontecer este ano, Jesualdo continua a ser o meu treinador.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A razão do Alberto João.

Aos jornalistas que têm na sua folha de pagamentos, Alberto João Jardim costuma dirigir-se com a soberba com que os velhos senhores da terra se dirigiam aos mais pobres dos seus labregos. Aos outros jornalistas, aqueles que pressente poder não controlar, reage como um animal acossado, sempre pronto a soltar mais um insulto... a arma mais poderosa que a sua “córagem” lhe permite usar contra aqueles que não dependem do seu poderzinho regional mas absoluto.


É assim que se explica o eriçar de pelos do cachaço, sempre que, por estes dias, alguém ousou tocar no assunto do ordenamento do território, ou do melhor ou pior acerto do planeamento, estudo, localização e execução desta ou daquela obra.
A indiscutível normalidade do facto de os seres humanos cometerem erros, nomeadamente contra a Natureza, erros que, no próximo acidente natural que ocorra acabam por amplificar os resultados normais desses acidentes, constitui para ele uma ofensa.
A indiscutível normalidade do facto de a maioria dos seres humanos que erram, reflectirem e aprenderem com esses erros, corrigindo-os sempre que a oportunidade se apresentar, é um conceito que lhe é completamente alheio.
Só assim se explica que esteja convencido de que fez tudo bem e decidido a reconstruir tudo como era, que anuncie «aqui vai ser um novo túnel», ou «aqui vai-se abrir uma nova estrada»... tendo como único estudo para apoiar essas decisões o facto de ter apontado o dedo “para lá” à frente das câmaras das televisões.

Numa reportagem televisiva foi convidado (em tom elogioso) a explicar o grande avanço dos trabalhos de “lavagem de cara” do Funchal. Quando podia ter justificado a prioridade que foi dada ao bem estar dos turistas sobre tudo o resto, quando podia ter aproveitado para fazer o elogio certo aos portugueses da Madeira, falando, por exemplo, da sua coragem, abnegação, força de trabalho, solidariedade e, em muitos casos empenho para lá do “estrito dever”, como é o caso dos trabalhadores autárquicos e outros funcionários e voluntários, que há vários dias se entregam ao trabalho praticamente sem parar, quando podia ter feito isto, como dizia, desgraçadamente, deixou escapar das traseiras do córtex cerebral onde deve ter armazenadas estas velhas “informações” caudilho-fascistas, um lacónico e arrogante: «O povo da Madeira é um povo superior!»

Não é! O povo português, incluindo o da Madeira, não é um povo superior. O povo português, incluindo o da Madeira, é tudo o que já escrevi atrás e mais o que a minha pouca arte não sabe contar, mas... na verdade nenhum povo é superior.

Há, infelizmente, povos que em períodos da sua História são dirigidos e “representados” por dirigentes inferiores... e desses sim, conhecemos muitos!

Como se não bastasse, impelido pelo vento de glória fácil que a desgraça dos outros, aliada ao seu abjecto populismo e demagogia lhe trará, já está disposto a repensar a sua permanência no governo por mais uns tempos para além de 2011.

Num terramoto, isto seria o equivalente a uma violenta “réplica”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Leques deles...


Leques, ou fossos salariais?
Nem toda a gente sabe quantas vezes o fosso é um abismo; e quanto Portugal está na “vanguarda” dessa verdadeira arte “social”.
Expliquemo-nos:
Até há poucos dias, o jovem Rui Pedro Soares foi “cumprindo objectivos”.
Ganhava por ano cerca de dois milhões e meio de euros.
Para um outro jovem, licenciado em qualquer coisa, contratado pela PT para integrar o numeroso exército da famosa “geração 500 euros”, o ordenado de Rui Pedro Soares levaria um pouco mais que quatrocentos e dezasseis anos a ganhar.
Um génio!
Pois o jovem génio, perante a Comissão de Ética da Assembleia da República decidiu “não falar” disto, “não comentar” aquilo, “recusar-se a responder” a aqueloutro.
Tirando isso, foi falando, falando, falando, empurrando para outros, não sabendo de quase nada sobre coisa nenhuma, não conhecendo pessoalmente este, nunca tendo falado com aquele, tudo num tom manhoso, pastoso, errático, confuso, balbuciante –tudo isto num português de francaria, dando a entender que o presunçoso cavalheiro não tem perfil de administrador de coisa nenhuma.
Consta que deixou tudo ainda mais confuso e que necessita urgentemente de esclarecer contradições!
Dizem até que terá faltado à verdade...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Tragédia da Madeira tem, afinal, culpados!...


Não adianta virem agora os culpados "explicar" o "fenómeno natural" que semeou a morte e a destruição na Madeira.
Análises técnicas sustentadas, já há dois anos faziam público aviso à navegação.
Vejam este vídeo. Há ou não negligência?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Esta já tem barbas!...

Toda a gente deve conhecer pelo menos uma versão desta anedota.

A novidade pode é estar na fotografia.
E só é anedota porque “eles” não podem concretizar o que este “diálogo” insinua.
Ah se eles pudessem!…
Durante uma visita a uma escola, José Sócrates dispôs-se a responder a algumas perguntas dos alunos.

- Vá lá, tu... como é que te chamas?

- Sou o Paulinho.

- Então o que é que queres saber, Paulinho?

- São só três perguntas:

a) Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?


b) Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?


c) Sabe mesmo falar inglês técnico?

Entretanto toca a campainha e Sócrates propõe que as respostas fiquem para depois do intervalo.
Quando recomeçou a aula Sócrates lembra:

- Parece que havia uma perguntas... tu, aí... como te chamas?

- Manel.

- Então pergunta lá, Manel.

- São só cinco perguntas:

a) Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?


b) Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?


c) Sabe mesmo falar inglês técnico?


d) Porque é que a campainha tocou meia hora mais cedo para o intervalo?


e) Onde é que está o Paulinho?







terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sinais de fumo...

Entrevistas destas não clarificam coisa nenhuma. Cada qual fica na sua. Entrevistado e entrevistado movem-se em linhas paralelas e o discurso nunca converge.

Miguel Sousa Tavares manso, dominado, não convencido, despojado, exangue de argumentos, não foi frustrante; confirmou apenas os sinais de fogo que brota da fera ingente.
”Sinais de Fogo” mostrou que Sócrates sendo um homem particularmente inteligente é também profundamente convincente no retorcer dos seus argumentos.
Um verdadeiro narciso de espelho meu, capaz dos ódios mais intensos e das lealdades mais cegas:
«- diz-me, espelho meu, há algum homem mais assertivo e elegante que eu?»
Sócrates lança um véu sobre as questões, afirma e reafirma o que lhe convém.
Se lhe perguntam sobre a PT ( é só um exemplo) insiste em que não teve conhecimento formal, nem o Governo deu instruções à empresa. ´
Acontece que para lá do conhecimento formal e das instruções, há múltiplas formas de dar a conhecer o que se pretende e obter informações sobre o curso das diligências.
E, se das escutas se pode depreender que é este o modo de fazer as coisas, formalmente as escutas deixaram de existir e Sócrates não as comenta.
Quem é esperto, quem é?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

«Podem querer novo líder, mas têm azar. O líder sou eu!»


Aqui, no Mar de Matosinhos, não podíamos estar mais de acordo com Sócrates.
Independentemente das causas que o levaram primeiro à ascenção, depois ao apogeu e, agora à (presumível)queda, houve efectivamente grande azar.
Para nós, evidentemente, que para ele e para os seus amigos houve tremenda sorte.
Enorme azar para Portugal, enorme azar para o Partido Socialista... e até para o próprio Sócrates, que sem esta visibilidade, bem poderia ter feito toda a sua vidinha passando por ser uma pessoa minimamente capaz. Já é azar!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A noite das Candidaturas...

A noite passada foi uma noite de candidaturas.

Primeiro, o discurso de candidatura de Aguiar Branco lá no seio do PPD-PSD.
Diz ele que se candidata a «Primeiro-Ministro de Portugal».
O facto de a figura constitucional de tal candidatura pura e simplesmente não existir, não passa de pormenor sem importância.
De toda a cerimónia ficou-nos na retina, apenas, a cor que escolheu para fundo, digamos, assaz encarnada. Não digo vermelha, pois isso já seria um exagero.
Da segunda candidatura da noite, a do Dr. Fernando Nobre à Presidência da República, apenas vi uma entrevista (fraquinha!...) feita cerca de uma hora depois do discurso oficial «movido por um imperativo moral de consciência e de cidadania».
Atenção porém: esta candidatura «não é à esquerda, nem à direita, nem mesmo ao centro». Ninguém chegou a perceber se é aérea!...
O que se sente é que já está a provocar alguns estragos na área “alegrista”.
Mesmo que a candidatura do mediático médico humanitário não tenha sido, como ele assegura, inspirada e incentivada por “soaristas”, o facto deve estar a dar muito gozo ao próprio Soares.
O percurso pessoal e cívico do Dr. Fernando Nobre é inegavelmente louvável e respeitável. O trajecto político é que é um pouco mais complicado.
O Dr. Fernando Nobre já foi apoiante de Durão Barroso, de Mário Soares, do Bloco de Esquerda, do PSD e António Capucho para a Câmara de Cascais, do PS e António Costa para a Câmara de Lisboa.
Poucos terão dado por isso.
Mas, é o que consta.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Figo maduro. Ou ingénuo?

Luís Figo, ou simplesmente, “o Figo” foi um futebolista extraordinário que muito contribui para as muitas alegrias que o futebol português trouxe, nos últimos anos, aos seus adeptos.

É pois natural que os políticos queiram aproveitar-se da sua imagem para se promoverem, lançando mensagens do género “sou tão bom, que até o Figo o reconhece”…
Algum pecado nisto? Absolutamente nenhum.
Nem do Figo, nem do político que procure “utilizá-lo”.
O que o leva então a refugiar-se em frases como esta: «Estou tranquilo com as minhas acções e com a minha consciência»?
Para nós, simples adeptos daquilo que o futebol tem de melhor - os jogadores – esta declaração chegava e sobrava.
Mas, parece não ser suficiente para convencer os investigadores policiais, que – chatos e difíceis de convencer - desconfiam seriamente do pagamento ao ex-atleta pela PT de verbas exorbitantes em troco de um “apoio” à Taguspark, que ainda ninguém percebeu.
Nem percebeu, nem viu!
Só que o apoio a Sócrates toda a gente viu!
Ficamos, pelo menos, a saber da facilidade com que centenas de milhar de euros são entregues para fins nebulosos e a tranquilidade com que gestores de dinheiros públicos ou semi-públicos enterram fortunas em offshores, talvez na esperança de que nunca mais ninguém tenha notícia deles.
A investigação seguirá o seu caminho e, na melhor das hipóteses demonstrará que Luís Figo é afinal apenas mais um português doido por dinheiro.
Não é o único. Existem muitos portugueses doidos por dinheiro.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Há males que vêm por bem...

Há dias um amigo meu contou-me que foi apanhado em excesso de velocidade numa auto-estrada e que agora, passados muitos meses, recebeu a notificação da apreensão de carta durante um mês. Trabalha fora de Lisboa e o caminho de casa para o emprego passa por todos os tormentos do trânsito matinal, razão pela qual sai de madrugada e regressa sempre muito tarde, numa rotina instalada que lhe consome as semanas, os meses e os anos dentro do automóvel ou no escritório, num círculo fechado em que já não distinguia o que é que determinava o quê, se o trabalho intenso se o trânsito infernal para conduzir o automóvel de uma ponta da cidade para os arredores.

Neste contexto, ficar sem carta durante um mês parecia uma catástrofe difícil de rodear, um verdadeiro castigo, em suma, ao qual ele decidiu reagir sem programar nada e esperando que cada dia trouxesse a sua solução. Pareceu-me aquilo uma temeridade mas fiquei à espera da sequência.
Pois bem, já passada mais de metade da punição, falou-me entusiasmado de uma “experiência transformadora” que está a viver com um interesse que cresce à medida que desaparece a ansiedade. Descobriu que tem comboio a dez minutos a pé da porta de casa, que o metro tem estação logo à saída do comboio e que vários colegas se disponibilizaram para o apanhar à saída do metro e o levar para o emprego, evitando-lhe o recurso à camioneta de carreira. Em consequência, passou a sair de casa apenas atento ao horário do comboio, leva um livro para ler enquanto espera tranquilamente a chegada ao destino, entra no metro a tempo e horas e vai depois a conversar com a “boleia”, que varia em função dos compromissos de uns e de outros mas que nunca faltou, mostrando-lhe uma generosa provisão de pessoas dispostas a ajudá-lo nesta dificuldade. Além disso, e porque a maioria dos colegas não tem o hábito de ficar a fazer serão no trabalho, passou a conseguir sair a horas decentes, supreendendo a família que já não contava com ele a horas de jantar.
Como balanço geral, pasmo a ouvi-lo referir que o automóvel é uma “gaiola de metal”, que o surpreende a vida da multidão que se desloca nos transportes públicas, gosta de observar as pessoas, o ar atarefado da manhã para picar o ponto, a expressão cansada e cinzenta ao fim do dia, os sinais exteriores de pobreza, as mães com os filhos pela mão, tantas realidades ao mesmo tempo que passam paralelas às filas do trânsito, às notícias na rádio, à tirania do carro que fica parado horas e horas até que o levem depois de volta à garagem. Há quantos anos vive alheado da realidade dos outros, encerrado ora no carro, ora no escritório, ora no computador, não basta ver televisão, o que ele quer dizer é que agora entra nessa vida e sente-se um deles, numa identidade que o faz sentir como se um mundo novo se desvendasse. Incrível, a intensidade da vida fora da fita de esfalto que passa à volta da cidade!
Contou-me animado o livro que está a ler e que leva debaixo do braço, em vez da pasta que carregava diariamente na mala do carro e que concluiu que era um estorvo inútil porque afinal não chegava a abri-la na maior parte dos dias. Falou-me de como os colegas se preocupam em combinar as idas e vindas com ele, como se revezam de modo a não o deixar sem boleia e, em suma, confirmou que há gente generosa em todo o lado e que é uma pessoa de sorte por poder comprová-lo.
Há males que vêm por bem, quem havia de dizer que uma sanção havia de se revelar uma experiência transformadora tão positiva? É uma questão de atitude, o segredo está em não deixar que a contrariedade se transforme em sofrimento, às vezes não é tão difícil como parece...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Finalmente, desampara-nos a loja! Pena é que não leve consigo os amigos!…

Lá vai ele, finalmente, contente e principescamente pago, servir ainda melhor aqueles a quem sempre serviu bem!

Mais um «êxito da diplomacia portuguesa» - dizem os tristes de sempre…
Pelas provas dadas, enquanto supervisor implacável para com as bandalheiras que recentemente se passaram em bancos portugueses, Vítor Constâncio acaba de ser “adquirido” pelos correligionários dos ordenados e prémios obscenos, dos negócios escuros, da lavagem de dinheiro, do crime económico organizado, da fuga generalizada aos impostos e demais jogadores desta economia de casino europeia.
Para quê?
Ora, para como responsável do Banco Central Europeu assegurar, aos de sempre, a consolidação (ou a retoma) dos lucros gigantescos em que estão viciados.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Ganita e o Pistolas

São eles o Ganita e o Pistolas.

Os nomes podiam ser outros e as amêndoas bem podiam ter outros nomes.
Pois o Ganita e o Pistolas bifaram, ao que consta, “um pacote de amêndoas e uma garrafa de whisky”.
Além do mais “empurraram” a funcionária que, na circunstância as abordou.
Aliás, segundo o Procurador do Ministério Público, há dúvidas sobre o roubo da garrafa, «mas, das amêndoas temos certeza de que foram no bolso».
Com estes crimes acumulados, o Ganita e o Pistolas enfrentam uma pena que pode ir até oito anos de prisão!
Anedota? Pois, pois!
Ora leiam as notícias…

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais traquinices do João da Ilha…

Neste domingo de Carnaval, Alberto João Jardim mascarou-se de Vasco da Gama e, entre copos, tambores, pernas (e o resto…) ao léu declarou “solenemente” que ia à procura de Portugal.

Pena, que não se tenha mascarado de Dr. Miguel Bombarda e ido “solenemente” à procura do seu quarto no hospital - facto que muito preocupa a equipa médica madeirense, pois desde que abandonou as instalações já faltou a vários tratamentos, nomeadamente de alcoologia e de hiperactividade, que são os que toda a gente conhece.
Tem mais, evidentemente.
Mas esses estão protegidos pelo sigilo médico.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Em desespero de causa e sem imaginação já vale tudo!

Anda bem o Partido Socialista ao demarcar-se da patética tentativa de convocar, por SMS, uma “grandiosa” manifestação de apoio a José Sócrates. Os misteriosos promotores da manifestação de desagravo ao “chefe” não fazem a coisa por menos: querem encher a Alameda da Fonte Luminosa, em Lisboa.
Para quê?
Ora, para esmagarem as “campanhas negras” e outras coisas ainda mais sinistras, de que o primeiro- ministro é alvo, sem que, evidentemente, tenha feito seja o que for para o merecer.
Uns malvados é o que são!…
Repito: anda bem o PS ao dizer que não tem nada que ver com a iniciativa, pois esta não redundará num clamoroso fiasco.
Porquê?
Porque nunca encheriam a Alameda. Esse nível de mobilização do PS está lá bem longe na História, perdido no tempo em que o demagogo traidor do 25 de Abril, Mário Soares, agitava por todo o lado, incluindo a famosa Alameda, a bandeira do papão comunista, ajudado e financiado pela CIA.
Bem avisados andarão os responsáveis socialistas se começarem desde já a demarcar-se desta ridícula iniciativa.
E parece que é o que andam já a fazer…

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Vendemo-la pelo preço que a compramos...

Estes três simpáticos caninos terão dono, certamente.
Que tanto pode ser português, como doutra nacionalidade.
Quando "compramos" esta imagem, disseram-nos que eram "os cães de Ronaldinho", o fabuloso futebolista brasileiro que muitos grandes do mundo queriam, mas que poucos puderam contratá-lo.
Serão mesmo? Há quem diga que sim!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É nos pequenos pormenores que se revelam os grandes comediantes...



Conhecem-no? Já sei que não.

Eu sei que olhando para a cara ninguém suspeita, mas a verdade é que este deputado – sim, é um “deputado da Nação” - é um comediante de mão cheia.
É  Afonso Candal, filho do histórico Carlos Candal, de Aveiro.
Pois este jovem, Afonso de sua graça, resolveu discursar longamente e de improviso, na Assembleia da República.
Na parte final da discussão do Orçamento, e quando perorava sobre as incontáveis maravilhas da governação “socialista”, entre sorrisos daqui, bocejos dali, alguém reparou que a doutora Manuela Ferreira Leite ria a bom rir e, sem conseguir escondê-lo – o riso evidentemente – chegou  a chorar de tanto rir...
Claro que uma coisa destas é altamente contagiosa e não tardou a alastrar para alguns dos seus companheiros e companheiras de partido, e logo depois para todos os outros grupos parlamentares.
Fazer Manuela Ferreira Leite chorar a rir e, conseguir um “consenso” de toda a oposição é obra. É verdade.
Mas, também é verdade que, numa alturas destas, durante um sermão laudatório sobre o governo, na passagem em que falava das energias renováveis, resolver enaltecer o “grande potencial do SOL” é um toque de génio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Haja tímpanos para escutar estes aldrabões!

Eu digo aqui peremptoriamente que não estou nessa corrida por uma razão muito simples. Fui eleito para o Parlamento Europeu há pouco mais de quatro meses e, portanto não faria sentido neste momento que me candidatasse à liderança. Seria um mau sinal para a democracia».

(Paulo Rangel, 29 de Outubro de 2009, na RTP1)

Quando no fim de Outubro do ano passado Paulo Rangel disse “peremptoriamente” percebeu-se logo - conhecendo-se os coices que as mulas dão - que a questão deixaria de ser se iria ou não candidatar-se ao lugar… mas sim quando é que o faria.
Era uma questão de tempo, apenas.
Foi agora! Devido a quê?
Devido a «condições extraordinárias» - e está justificada a cambalhota.
O PPD terá  que escolher entre a fúria – há quem lhe chame “neoliberal” - de Passos Coelho, que transformaria Portugal numa empresa privada, a “espécie de coisa nenhuma” que é Aguiar Branco… e esta ventoinha de demagogia e chavões estafados … que é Paulo Rangel.
O problema para nós nem é a entrada em cena de mais um mentiroso, nem as frases feitas que o ainda  eurodeputado vai debitar por aí, durante a campanha para a liderança do PPD.
Nem sequer - se vier a ganhá-la - os comícios delirantes que produzirá em futuras eleições legislativas.
Nada disso.
Trágico, trágico é o timbre de voz com que tudo será dito.
É um raio de um som capaz de arrasar os nervos a qualquer mortal!
Uma boa definição de pesadelo será a possibilidade de um entendimento pré-eleitoral com o CDS, que resulte numa reedição da AD e que acabe em comícios “a duas mãos”… com as vozes de Rangel e Paulo Portas guinchando pelos telejornais e altifalantes por todo o lado.
Haja tímpanos!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sócrates: o grego e o que nos põe gregos. Veja as semelhanças!

Sōkrátēs buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas.

Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.
Um pensamento de Sōkrátēs - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Um pensamento de Sócrates - Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego.
Sōkrátēs provocou uma ruptura sem precedentes na Filosofia grega.
Sócrates provocou uma ruptura sem precedentes na Auto-Estima portuguesa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando o roto diz ao nu: porque não te vestes tu?

É mais uma trapalhada daquelas a que este primeiro-ministro nos habituou.

Sozinho no controlo de informação? Ora essa!
“Se vocês soubessem, frades corcuvados, o que vai lá por fora, por Portugal”…
Mas este episódio triste, triste revela-nos (ou melhor confirma-nos…) a ideia que já tínhamos destes políticos que fazem todos os números e piruetas na vã tentativa de nos enganar!
Aguiar Branco, aquele senhor que parece sempre estar a preparar-se para nos impingir uma casa da Remax, mas que afinal é líder da bancada parlamentar do PPD dá uma conferência de imprensa em que nos informa das intenções do seu partido de chamar ao Parlamento várias pessoas:
José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, Mário Crespo, Armando Vara e outras, representando algumas empresas ligadas ao negócio das comunicações dos social-democratas, podem ajudar a esclarecer o estado em que está o exercício da liberdade de expressão no nosso país.
Como estamos a falar do mesmo partido que ainda há pouco tempo, durante o meteórico governo do inexplicável Santana Lopes, tratou de correr da televisão, ironicamente, a TVI, o seu militante e destacado comentador Marcelo Rebelo de Sousa, pensei que se tratasse de um ataque agudo de falta de vergonha na cara... mas depois pensei melhor.
O PPD-PSD é actualmente dirigido por uma pessoa multifacetada, uma política e intelectual complexa, cujas iniciativas e a profundidade das ideias que elas transportam, não estão ao alcance de qualquer um.
Assim, seria importante perceber se a Dona Manuela Ferreira Leite está interessada no tipo de liberdade de expressão que é possível exercer em 6 meses de democracia... ou durante os restantes 6 meses em que a democracia é suspensa. Seria importante saber se está a referir-se aos dias em que os jornalistas podem publicar o que bem entendem, ou se está a pensar nos outros dias em que, segundo ele própria, «não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite.»

Tirando isso, só me ocorre sugerir-lhes que vejam o que, em matéria de controlo de opinião se passa aqui em Matosinhos…

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tem alguma piada...mas não ofende: são coisas da bola. Apenas.

Como Leão, este ano não festejei o Natal porque Jesus é do Benfica...

Só o farei na Páscoa quando ele for crucificado.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O exemplo que vem do Irão. Vejam bem este vídeo!


Enviaram-me isto.
O jogo contava para a Liga Iraniana.
As equipas: o Aboomoslem e o Moghavemat.
Conhecia? Nós também não.
O guardião da casa tem uma saída infeliz e choca com um adversário. A bola "sobra" para para o ponta de lança Avin Motevaselzadeh que olha para a baliza deserta.
O que fariam os nossos cristãos?
Pois, mas este ao ver o guarda redes impedido incapacitado atirou a bola pela linha lateral.
Depois, como que a justificar-se, apontou para o guarda redes deitado na relva.
Só mais um "pormenor": a equipa de Avin Motevaselzadeh perdeu.
3-0 foi o resultado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mais depressa se apanha um mentiroso do que um Coche…


José Sócrates lançou ontem a primeira pedra no novo Museu dos Coches, lá na capital.
Atenção que, atirar-se a primeira pedra não significa estar-se sem pecado…
Significa que, oficialmente, a obra começou.
Mas, perguntará o depenado contribuinte: então não havia por lá já um museu desses, um tal “Museu dos Coches”?
Havia sim senhor!
Havia, e há!
O antigo continua aberto e pronto a ser alugado, com meia dúzia de coches a fazer de cenário para casamentos – negócio que pode perfeitamente disparar se for, avante camarada, a lei sobre os casamentos homossexuais.
Antecipamos a matrícula possível de um coche que pode muito bem a ser incluído no stock do novo museu – se a obra vier realmente a concretizar-se!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mar de Matosinhos dedica ao "angolano" Narciso...


Ele que por lá anda a "...trabalhar intensamente, percorrer algumas províncias, algumas cidades magníficas..." e por lá se vai "...cruzar com a Ana, com o Francisco...", bem pode nos poucos momentos de descanso reflectir sobre o conteúdo deste poema de Rui Mingas.
Haverá algo de parecido por cá, entre os matosinhenses?

Que pena o anúncio ter vindo tão tarde...

Está visto que os elementos daquelas “equipes fantásticas” não contactaram o “professor Baraca”.

“Sorte nas candidaturas” é que eles não tiveram.
“Sorte” tiveram os eleitores em não terem escolhido alguns dos predestinados que Narciso lhes quis impingir.
Porém, como é extenso o rol, sempre lhes restará numa “consulta à distância” o sucesso que nas autárquicas não tiveram…
No futebol é que não dá. Como dizem os brasileiros se aquelas orações, benzeduras e sinais da cruz que alguns jogadores fazem ao entrar em campo, os jogos terminavam sempre empatados…

sábado, 30 de janeiro de 2010

Notícias dos clubes da segunda circular.

Um deles entregou, em termos de campeonato, ontem em Braga, a alma ao Criador.
O outro, ainda estrebucha enredado em negócios que a Câmara lisboeta lhe proporcionou e que a PJ denunciou.
Assim vão - por enquanto - as coisas no nosso Futebol.
Até quando?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nas "equipes fantásticas" nem todos eram morcões...


Sejamos justos!
Havia, naqueles fabulosos esquadrões, quem revelasse lucidez, bom senso, raciocínio, objectividade, pragmatismo, inteligência, capacidade, decoro, sensatez, razoabilidade, humildade e muitas outras particularidades que - apesar de "fantásticas" - sucumbiram, arrastadas pela onda negativa que invadiu a candidatura independente na sua fase terminal.
Honra e glória a este "vencido".
Pedro Tabuada não merecia ser preterido!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mais um membro das "equipes fantásticas"...


Este, portanto, tem muita experiência política, foi responsável, coordenador, "fez parte" conhece bem a freguesia e, em vez de "retomar o rumo" como pedia o seleccionador, até falava em "retomar o ciclo", o que quer que isso signifique!...
Perguntar-se-á:
Mas porque andam os gajos deste repente bolg a desenterrar o que jaz sepultado para sempre?
Por isto, meus senhores:
É que o responsável por estas desacertadas escolhas, mesmo face às evidências declaradas - o povo rejeito os seus "eleitos" - continua a proclamar que tinha "equipes fantásticas" no ataque ao poder!
Que burros que nós fomos ao ignorá-los!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Para agora recordar...

Meus senhores, eu estou aqui para trabalhar...


Este trabalha 24 horas por dia e à noite!
Vejam bem. E o povo que lhe paga e que o elegeu, a pensar que o homem tinha um horário normal...
Alguém acredita nestes gajos?

Portanto, só podia perder. Portanto...


Quem não tem cão caça com gato - diz o povo e com razão.
E foi com caçadores deste quilate que Narciso atacou a presa.
Portanto, a derrota. Portanto a humilhação. Portanto, a vitória dos outros.
Difícil é saber o que mais admirar neste candidato: se a postura, se a voz, se a linguagem, se o programa, se a intenção...
Mais uma válida razão para o colapso eleitoral do candidato independente.
Só isto? - Não senhor!
A desastrada ponta final da campanha fez o resto.