quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Porto Canal


Realizou-se ontem á noite, no Porto Canal, um debate, que supostamente seria com os candidatos à câmara municipal de Matosinhos. Digo supostamente, porque não estavam todos. Faltava- esse mesmo - O do Partido Monárquico.
É um partido sem expressão em Matosinhos, verdade, mas não deixa de ser um Partido e não deixa de ter um candidato à câmara. De seu nome, António Trancoso.
Colocada esta nota introdutória, vamos á análise do debate.
 A verdade é que não há muito a dizer.
Debate fraco, com intervenções fracas, e duas horas desperdicadas em frente á televisão.
Comecando por um moderador mediocre, que denotou grande falta de descernimento e de "pulso", com perguntas - que a terem sido preparadas, foram-no de uma ignomia constrangedora- faliciosas e muitas delas absurdas.
Mas, não foi só o moderador que não esteve á altura das expectativas, também os próprios candidatos deixaram muito a desejar, não só por aquilo que não explicaram, por aquilo que não falaram, mas até em termos comportamentais.
Um debate pressupôem que os convidados apresentem ideias, que contestem e interrompam. Que se defendam de "ataques". O que não se pressupôem é faltas de educação e de razoabilidade quando "outros estão a falar".
Guilherme Aguiar vai mais longe, apesar de não saber o que estava a dizer, quase que se deitava em cima da mesa, num acto de pleno desprezo pelo que se estava ali a fazer - ou pelo menos, o que se devia estar a fazer.
Aplaudo a postura do candidato Fernando Queirós do Bloco de Esquerda, apesar de reconhecer que não detém -diz ele, e notou-se - informação previligiada, e, de não falar do que não sabe, soube esperar pacientemente pela sua vez para intervir, sem nunca ter interompido ninguém. O meu aplauso.
Já  Guilherme Aguiar, bem ao jeito de comentador da bola, ei-lo "desgarrado" e "furibundo" a interromper tudo e todos. Até se deu ao luxo de quase se deitar em cima da mesa, numa postura completamente desajustada à sua posição de candidato. Além de não conhecer os dossiers importantes de Matosinhos, de não saber do que falava (passivo da câmara), ainda demonstrou não ter perfil para o cargo a que concorre.
Já Narciso e Guilherme demonstraram ali que a corrida é entre os dois.
Estranhou-se a troca de reconhecimentos, tendo indo ao ponto de concordarem em alguns pontos, mas notou-se que não quiseram "enfrentar-se".
Hà quem diga que Narciso devia ter sido mais incisivo. Pessoalmente não concordo. Acho que esteve bem, apesar de pouco ou nada ter explicado ou apresentado. É também verdadeiro que não lho permitiram.
Narciso teve um dia em cheio. Grande manhã na lota, no mercado e nas ruas de Matosinhos. Grande dinamica e desenvoltura. Grande poder de gerar afectos e carinhos. É notório o carinho que as gentes lhe demonstram.
Faltam 11 dias. Pelo que vi, TEMOS HOMEM.
Cometeu erros? de certeza
Engana-se? obviamente
Mas é um homem com coração.
E, meus caros leitores, só não se engana, e, só não comete erros, quem nada faz.
Não é o caso. Narciso é um homem com obra feita. Provada e comprovada.

3 comentários:

José Eduardo disse...

Interessante não haver uma referencia a Guilherme Pinto...Vá-se lá saber porquê? Já agora, um recuado vinha a calhar né? Registo a parcialidade..

Jose castro disse...

Quaisquer referências a Guilherme Pinto seriam, obviamente, comprometedoras, resultado da derrota do seu debate.
Aliás quaisquer referência ispsi verbis desse senhor, resultam, sistematicamente em derrota. O tabu seria para ele o caminho a seguir.

Repare-se que não foi capaz de desconstruir uma única acusação de que foi alvo. Porque? Porque são todas verdadeiras.

Eu não entendo como ainda existem dúvidas. Entendo apenas os que dependem dos subsídios e das cunhas da senhora forte do café. E mesmo assim que se preparem, o medo não é companhia. Com uma maioria do Narciso será mais fácil ajudar a todos.

Manuel disse...

Lamento muito por parte do José Eduardo, vir para aqui falar de recuados abaixo ou acima,pois pelo que me apercebo e que não sou "jornalista" não tem cabimento neste comentário. Mas se eventualmente ele pretende assim que o faça, mas com consistencia naquilo que quer afirmar, pois senão é muito mau "jornalista".
Um abraço Eduardo
Xau Xau